Exemplos de casos empresariais em decorrência da pandemia.

Estratégia

Estratégia é a definição de como uma empresa irá operar hoje e no futuro. É a forma como ela irá capturar valor, como se posicionará mercadologicamente diante dos concorrentes e como será percebida enquanto marca e organização.

No conceito ABOVE ALL©, a estratégia considera: o sistema de relações e unidades empresariais por meio das quais a organização entregará algum valor a cada um de seus públicos de interesse e cobrará, financeiramente ou não, por isso; a combinação que se estabelece entre o apreçamento de um produto ou serviço e os elementos da sua proposta de valor e diferenciais; uma vantagem competitiva, um único fator de grande diferenciação, não copiável ou protegido por lei, ou um conjunto de diferenciais (de preferência, dificilmente replicáveis) que a organização oferece a seu público; e a identidade de marca, a forma como ela quer ser percebida pelo cliente.

Selecionamos empresas que adaptaram sua ESTRATÉGIA perante as mudanças de cenário provocada pela pandemia da COVID-19:

NOVOS MODELOS, OS MESMOS ATIVOS.

Apesar de a pandemia ter impactado negativamente na atividade econômica mundial de uma maneira geral, alguns produtos essenciais para reverter esta crise apresentaram um forte aumento de demanda, como foram os casos de desinfetantes, álcool em gel e até mesmo equipamentos hospitalares que ajudam no tratamento dos infectados, como ventiladores e respiradores de UTI.

Com isso, algumas empresas se mobilizaram e, aproveitando seus atuais ativos empresariais, desenvolveram ou ajudaram na produção de alguns desses produtos superprocurados, como no caso da AMBEV. A cervejaria, dona de marcas como SKOL, BRAHMA e ANTARCTICA, anunciou que produzirá 500 mil unidades de garrafas de álcool em gel, que serão doadas a hospitais públicos nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Segundo a empresa, o álcool que será utilizado para a produção das garrafas virá da produção de cervejas comuns e da BRAHMA 0,0%, não alcoólica.

Outra empresa que aproveitou seus ativos para atender à demanda de álcool em gel é a LVMH. A proprietária da marca LOUIS VUITTON assumiu o compromisso de doar 12 toneladas de álcool em gel para 39 hospitais do sistema de Paris. Para a produção do gel desinfetante, são necessários três ingredientes principais: água purificada, etanol e glicerina, os quais a LVMH já possuía dentro do processo de produção dos seus perfumes.

Analogamente, empresas do setor automobilístico estão usufruindo de seus equipamentos e know-how industrial para auxiliar na produção e distribuição de aparelhos hospitalares. A FERRARI e a FIAT CHRYSLER AUTOMOBILE (FCA), em conjunto com o fabricante de componentes automotivos MAGNETI MARELLI, estão trabalhando em soluções para viabilizar a produção de ventiladores e respiradores de UTI em parceria com a SIARE ENGINEERING INTERNATIONAL, líder mundial na produção de máquinas de ventilação. A FERRARI e a FCA poderiam impulsionar a produção destes equipamentos tanto na utilização de seu maquinário quanto na otimização logística.

De maneira semelhante, a GENERAL MOTORS (GM) anunciou parceria com a VENTEC LIFE SYSTEMS, a qual utilizará a infraestrutura e o sistema logístico da GM para aumentar a produção de respiradores artificiais que serão utilizados em pacientes com coronavírus em estado grave no Brasil e a FORD une forças com a 3M e a GE HEALTHCARE para fabricar respiradores e outros equipamentos.

Apesar de estarmos pontuando o redesenho do modelo de negócio em um cenário de crise e necessidades específicas, o exercício de observar o mercado, identificar oportunidades e realizar uma autoanálise da sua empresa, visando reconhecer verdadeiramente seus ativos, é uma prática que deve ser exercida com frequência e em qualquer cenário – nos picos e vales empresariais – independentemente do porte e do segmento do seu negócio. Dessa forma, é possível ampliar o leque de produtos da sua empresa e diversificar suas fontes de receita, o que muito provavelmente deixará sua organização menos frágil a possíveis crises que possam surgir, além de fortalecer sua marca frente aos clientes, funcionários e demais instituições.

No artigo “Vida nova para os ativos que sua empresa já tem” o CEO da SONNE, Maximiliano Tozzini Bavaresco, discute sobre a exploração dos ativos empresariais e explica como pode ser feita a análise dos mercados core, adjacentes e outros mercados correlatos, de maneira a identificar oportunidades aderentes aos seus atuais ativos.

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